Campo Grande
From Nos Caminhos de São Paulo
A região do Campo Grande começou a se formar há mais de 50 anos. Na verdade, a região está intimamente ligada à Rodovia Anhangüera que foi viabilizada, como projeto, no dia 25 de janeiro de 1940, quando tiveram início às obras de construção da nova Rodovia São Paulo-Campinas. Estrada que ganhou, em 1953, a segunda pista e virou prioritária na obra viária do Estado. No passado, havia a proibição de construir à beira da Anhangüera. Não era possível o parcelamento das terras, entretanto, tudo surgiu junto com o discurso do progresso, de liberar loteamentos porque a indústria iria se instalar no local e era preciso que os operários morassem pertos. No caso do Campo Grande, foi a Dunlop, fábrica de pneus que depois virou a Pirelli a primeira e a última grande indústria a se instalar no local. Para crescer só precisava de uma avenida que levasse ao Centro sem precisar do acesso a via Amoreiras ou da Estrada do Santa Lúcia (está hoje conhecida como Ruy Rodrigues) e assim surgir a avenida John Boyd Dunlop. Estava aberto o precedente de criar moradias à operários na região Noroeste e assim surgiram os bairros Satélite Íris, Santa Rosa e o São Judas Tadeu. "Mas, num primeiro momento, o que se viu foi a compra dos lotes pela classe média, porque eles eram baratos e o lugar bonito. E não havia sequer a exigência de infra-estrutura por parte dos loteadores. Era comum você ver anúncio de lotes da região em outros Estados como: Rio de Janeiro e Paraná; além de outras cidades de São Paulo. O Satélite Íris, bairro mais antigo no papel, era para ser um lugar de qualidade. Na época, a proposta encaminhada à Prefeitura, os lotes eram grandes, entre 200 e 300 metros quadrados, com quadras amplas e ruas largas, entretanto, até hoje a qualidade ficou apenas naquele papel. Com todas as deficiências em infra-estrutura, serviços e transportes, os bairros, muitos com ruas com crateras e erosões, que lembram mais um queijo suíço social são, na maioria, invasões ou assentamentos irregulares junto à Prefeitura, ou seja, cerca de quase 250 mil pessoas, 68% vivem em precárias situações econômicas e sociais. Uma região isolada e desarticulada do restante da cidade e encravada num terreno situado no espigão divisor de águas do rio Capivari e do baixo Piçarrão, a região do Campo Grande ressurge hoje como um importante centro de núcleos planejados e alguns tipos de serviço como: bancos; correios e um hospital de grande porte. O governo municipal prevê a implementação de uma série de medidas, como o aumento do perímetro urbano, a criação de parques de recuperação ambiental, a reorganização do sistema viário, com a construção de pistas marginais na Rodovia dos Bandeirantes e na Avenida John Boyd Dunlop e a regularização de pequenos comércios junto a residências.
Números que corresponde a Macroregião Noroeste (Campo Grande e Ouro Verde)
92,18 km², que corresponde a 11,60% da área de Campinas
500 mil habitantes, metade da população de Campinas, aproxima-se de Ribeirão Preto (559 mil) e supera a de Santos (418 mil); Jundiaí (350 mil); Sumaré (249 mil); Hortolândia (225 mil); Americana (208 mil), entre outras.
77 loteamentos aprovados
77 também são as ocupações não regularizadas só na região do Campo Grande
51.715 alunos matriculados em 71 escolas municipais
18 unidades de saúde, entre centro, módulos, complexo Ouro Verde e Hospital e Maternidade Celso Pierro (PUC-Campinas - Campus II)
184,2 mil passageiros do sistema público de transporte em dia útil
926 pontos de comércio regularizados
47 indústrias
3,5 bilhões de reais é o peso econômico medido nos serviços, comércio, indústria e impostos das três esferas públicas tendo como base 2006

